4 de setembro de 2007

Ode ao gourmet...


Já há algum tempo havia prometido ir ver o Ratatouille. Não fui. Prometi mas não cumpri. Nada de novo. Mas hoje fui. Mais uma vez fui à tarde e mais uma vez apanhei a versão Portuguesa. Desta vez culpa do cinecartaz do Público. Eles bem que dizem que não se responsabilizam por incorrecções. Fizessem-no eles e estaria certamente a esta hora no Norteshopping no Quisoque do Público a pedir os meus 5 euros e 40 (tá caro ver cinema em Aveiro)…

O filme é bom. A animação é diferente de tudo o que já se viu. As piadas são inteligentes e a palavra gourmet anda por todo o lado. Vi pela primeira vez um humano a ser controlado, literalmente controlado, por um rato. Não confundir com humanos maricas em cima de bancos. O filme vale mesmo a pena e a curta que o precede é do melhor que já vi… o sentido de humor Pixar continua bem presente. Recomendam-se ambos.

Quando um filme que fala de comida, boa comida e acaba às 20 e 30 é ordem jantar. O Centenário, casa de tradição na cidade, foi a escolha. É preciso chegar ao prato principal para se perceber que é efectivamente um grande restaurante. A carne é muito boa. Bife de Pimenta, de alho ou o fantástico bife Wellington com carne de Kobe. A sopa de peixe é sempre de experimentar tambem. Para entrada amêijoas à Bulhão Pato (não de muito boa qualidade mas magistralmente trabalhadas) e um carpaccio de carne.

Tempo de entrar no carro e seguir para o Porto. Afinal, hoje volta o Clube dos Pinguins. No caminho até ao carro ainda há tempo de usufruir dos 25 graus, sem ponta de vento e dos belos canais da Ria de Aveiro…

11 comentários:

jg disse...

Sei que te escapou mas acabaste de inventar um novo vocábulo na categoria de adjectivos jocosos: "humanso"
Como poderás imaginar, o que para aqui não faltam são humansos.
Em boa verdade "mansos", só por si, ainda poderiam ser confundidos com pinheiros.

GRaNel disse...

Ainda antes de ver o comentário fui colocar os links e as imagens. Reparei no erro e corrigi-o. Como agora o seu comentário não faz sentido escrevo eu este para atestar que efectivamente estava escrito humansos. Foi sem querer que inventei a palavra mas modéstia à parte, não me saí nada mal...

Aguia disse...

Venho por este meio dizer que o filme do rato é dos melhores do ano, a nivel do 3d ( e do som).

Aquele rato está fantástico, e o homem manso tambem esta lá...

vejam este filme :)

lu disse...

Caro Granel

Já toda a blogosfera viu que o senhor nos tenta impingir o seu lado gourmet, com os seus vinhos Chryseia e Pera Manca, e os petiscos coisa e tal. Mas neste post o senhor falha, falha redondamente, comete até um erro fatal. Como alguém diz, o sr. Granel é um aldrabão.
E passo a explicar.
Como é que alguém se refere a amêijoas à Bulhão Pato, "não de muito boa qualidade mas magistralmente trabalhadas", quando a verdadeira essência das amêijoas à Bulhão Pato é a sua frescura, a sua excelente qualidade, aquele suco tão fantástico que se perde com amêijoas mais fracas? O "magistralmente" (valha-me deus!!) também inclui manteiga e vinho branco? Por favor... há inúmeros adjectivos para qualificar amêijoas à Bulhão Pato, mas magistralmente trabalhadas nunca será um deles, e mais ainda se não forem de muito boa qualidade.
E agora só para os amigos: amêijoas à Bulhão Pato é na Casa da Igreja em Cacela-a-Velha!
O sr. Granel é um aldrabão, e de 3ª categoria! Se pensa que nos ilude com as fotos dos rótulos das suas garrafinhas de vinho, está a zombar da nossa inteligência!

GRaNel disse...

Cara amiga, o que faço é uma critica fiel. As ameijoas não era boas. Isso é um facto. Mas o tempero, fiel à receita original, fez com que me soubessem bem. Mais explicadinho não consigo...

GRaNel disse...

O promenor escapou-me numa primeira leitura. O seu extremo bom gosto lu nota-se nas marcas que enuncia. Apenas as mais do que conhecidas. Surpreendia-me era se falasse em Munda...

maria faia disse...

A Lu tem quase toda razão, senhor granel.

O molho à Bulhão Pato, deve ser o molho mais fácil de executar, até para um principiante na cozinha.
Se gosta de ameijoas, peça-as ao natural e evidencie que as quer só a "abrir". De forem de boa qualidade é um manjar de príncipes.

Se quer um bom molho, então peça-as à pescador, bem melhor do que à Bulhão Pato.

E digo quase Lu, pela agressividade, que pelo o meu lado é completamente dispensável, apesar de não ter nada a ver com isso.
Mas às vezes perde-se, pela forma como se diz, a razão.

jorge c. disse...

O Granel não percebe nada de vinhos. Eu também não, mas admito! O Granel compra os vinhos como a Lu compra discos, através da crítica de 3os.
São os dois uns vigaristas!

lu disse...

puf! O sr. Jorge C. é o maior...

Cara Maria Faia...
devo-lhe dizer que sou um amor de pessoa, a sério que sou, amiga dos amigos, carinhosa, atenta... enfim, sou muito boa pessoa.
Mas depois leio estas aldrabices, e perco a cabeça.
Mas olhe que só por si me vou esforçar mais um bocadinho, a sério que vou...
Quanto a si, cargo Jorge C., vá trabalhar e não chateie os outros, sim?

jorge c. disse...

Cara Lu,
Não, não vou trabalhar! E explico porquê.
Portugal é um país que tem crescido, quer-se queira quer não. Grande parte desse crescimento e desenvolvimento passa muito pelos media (isto não faz ponta de sentido, mas justifica o que eu quero dizer. Esta é uma técnica à Granel).
Eu sou um dos principais contribuidores para as reportagens que indicam o nível de vida dos portugueses. Nessas reportagens se se fala de níveis de vida confortáveis aparecem sempre uns tipos charmosos, na praia. Diz-se nessas situações que Portugal é um país com bom nível de vida. Se não fossem pessoas como eu não havia ninguém a laurear a pevide e as reportagens caíam na falsidade total.
Acredito, assim, que cada qual tem uma função no mundo. A minha é não trabalhar.

E sim, concordo consigo, sou mesmo o Maior!

GRaNel disse...

Qual é o principal ingrediente das ameijoas à Bulhão Pato, tirando as próprias claro? Coentros não? E a que é que elas sabem fundamentalmente? Coentros não?

Percebem agora? Eu adoro coentros. As ameijoas eram efectivamente fraquinhas. Não eram de todo frescas e eram pequenas mas o tempero que tinham fez com que me soubessem bem. Ao contrário do que se diz por aí digo bem do que me sabe bem e critico o que me sabe mal. A prova é exactamente a referencia às ameijoas. Ou não?